segunda-feira, 25 de maio de 2009

Time in a Bottle


If i could save time in a bottle
The first thing that i'd like to do

Is to save every day

'Till eternity passes away
Just to spend them with YOU


If i could make days last forever

If words could make wishes come true
i'd save every day like a treasure and then,

Again, i would spend them with YOU

But there never seems to be enough time

To do the things you want to do

Once you find them
i've looked around enough to know
That YOU're the one i want to go

Through time with


If i had a box just for wishes
And dreams that had never come true
The box would be empty

Except for the memory

Of how they were answered by YOU


But there never seems to be enough time

To do the things you want to do

Once you find them
i've looked around enough to know
That YOU're the one i want to go
Through time with


Jim Croce


AMADO,

a cada dia que passa,
a cada nova faceta que me apresentas
da TUA vida
mais sei que tudo que quero
é poder dividir isso tudo
CONTIGO
obrigada por me permitir fazer parte da TUA vida

que tenhamos potes e potes lotados de rolhas!!!
TE amo

terça-feira, 12 de maio de 2009

BDSM na Maior Idade!

Documento cedido gentilmente por bondarina e com relevante conteúdo.


Defendo desde sempre que devia haver uma idade mínima para praticar SM dentro do BDSM, talvez na casa dos 30 anos, não apenas porque SM pode implicar riscos e responsabilidade mas também porque a minha vivência de mais de quarenta anos me diz que, regra geral, é necessária alguma consciência de complementariedade e não de causa. No entanto, cada caso é um caso - falo em geral, sempre, e limito-me a opinar!

Há uns anos, um Dominador Inglês contou-me um caso que me deu que pensar - uma antiga escrava dele foi cedida por ele a outro Senhor, com quem esteve anos; quando mais velha (perto dos 50) e doente, o então Dono correu com ela e a escrava viu-se de repente sem emprego, sem enquadramento na actual vida publica inglesa, desfasada da realidade. De referir que a tomada de uma escrava em países em que o BDSM é praticado "à letra" implica destituição total de direitos e total responsabilidade do Dono (saúde, habitação, descontos sociais, enquadramento social, etc), contrariamente a outros países em que os "brandos costumes" imperam numa vertente mais erótico/sensual/D/S e de role/play - logo, menos realista, digamos, ou menos S/M - vidé Portugal.

Assim, a dita escrava viu-se de repente na meia idade, doente, sem familia e sem apoio e apelou ao primeiro Dono que se sentiu indignado com a atitude do "amigo" e o procurou, mas nao conseguiu o pretendido. Chamou então a si a tarefa de ajudar a ex-sua-escrava, anos depois - alugou um pequeno apartamento, arranjou-lhe "escritas" para fazer em casa", levou-a a especialistas médicos e, mais importante para ela que se sentia sem utilidade no que lhe era inato - procurou no seu meio BDSM, quem procurasse uma escrava com experiencia, hard, para vivencias BDSM - e conseguiu, numa base não contínua, mas sempre com a sua supervisão. Aos poucos, restituiu a fé à dita escrava e deu-lhe novamente um "lar" e pelo que sei, tudo se estabilizou.

Evidentemente que este é um caso extremo.

Obviamente que nem todos os Dominadores serão calculistas e insensiveis.

Mas, se reflectirmos em situações de BDSM para sempre - casamentos de Dono/escrava - p.e.,teremos de pensar também, no caso das práticas SM em que a saúde e boa condição física são imperiosas, como lidar com essa vertente.

Qualquer relação se delapida com o Tempo, tendo de se adaptar ou acabando por se esfumar - mas numa dicotomia BDSM em que a componente física dá sentido aos elos e aos laços, não será uma espada de David sobre a cabeça de ambos?

Fui surpreendida no meio BDSM português quando um Dominador me disse "quero uma escrava para sempre, que, quando eu não tiver forças para pegar no chicote, esteja lá para me servir e termos uma relação mental e psicológica igualmente forte!" Foi a segunda vez que despertei para a questão dos limites fisicos/idade no BDSM e, ao viver uma situação de debilidade de saúde numa segunda idade (como acho correcto chamar-lhe), acho cada vez mais ser uma das questões poucas vezes ventiladas e que mais deveriam ser consideradas antes de um Dominador/Domme aceitar um escravo "sinne dia"...

Dir-me-ão que é exactamente igual a uma união baunilha - mas discordo, pois normalmente a parte Dominada abdica de direitos e regalias, corta laços e raízes, chegando inclusivé a mudar de País e vendo-se de repente em situação desesperada.

E quando um dos dois envelhecer? E se um dos dois fica doente? E se a relação depende exclusivamente dos dois e não há apoio de terceiros em caso de injustiça da parte Dominante?

Quid Juris?


Publicada por MISS LIBIDO em Sábado, Maio 09, 2009

http://www.misslibidonopaisdasmaravilhas.blogspot.com/?zx=c3ec202f77e5f3b8

sábado, 9 de maio de 2009

irmãs de coleira


"De todas as características que são vulgares na natureza humana a inveja é a mais desgraçada; o invejoso não só deseja provocar o infortúnio e o provoca sempre que o pode fazer impunemente, como também se torna infeliz por causa da sua inveja. Em vez de sentir prazer com o que possui, sofre com o que os outros têm. Se puder, priva os outros das suas vantagens, o que para ele é tão desejável como assegurar as mesmas vantagens para si próprio. Se uma tal paixão toma proporções desmedidas, torna-se fatal a todo o mérito e mesmo ao exercício do talento mais excepcional. Por que é que o médico deve ir ver os seus doentes de automóvel quando o operário vai para o seu trabalho a pé? Por que é que o investigador científico pode passar os dias num quarto aquecido, quando os outros têm de expor-se à inclemência dos elementos? Por que é que um homem que possui algum talento raro de grande importância para o mundo deve ser dispensado do penoso trabalho doméstico? Para tais perguntas a inveja não encontra resposta. Afortunadamente, porém, há na natureza humana um sentimento compensador, chamado admiração. Todos os que desejam aumentar a felicidade humana devem procurar aumentar a admiração e diminuir a inveja."


trecho de A Conquista da Felicidade, por Bertrand Russell


SER Humano


Vou começar desta vez de uma forma diferente. Não sei bem certo se seria o lugar mais correto para postar esta matéria, com a qual deparei em um momento de tranquilidade e leitura, mas que acabou por mexer profundamente comigo.

Talvez, por não ser próprio, também atinja o seu objetivo de disseminar esta idéia brilhante e corajosa de um de nossos estudantes.

NÃO É UMA MATÉRIA BDSM, JÁ ADIANTO, porém de um conteúdo doloroso.


TESE DE MESTRADO NA USP por um PSICÓLOGO

`Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível`

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da `invisibilidade pública`. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são `seres invisíveis, sem nome`. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da `invisibilidade pública`, ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:

`Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência`, explica o pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. `Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão`, diz.

No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada,
parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:

`E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?` E eu bebi.

Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.

E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou? Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se
aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.

E quando você volta para casa, para seu mundo real? Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.

Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma `COISA`.

Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!

Vivendo como gari: Tese de mestrado de um psicólogo na USP -- 30/12/2008 - 23:18 (Félix Maier)

Mentor



Para quem acha que o proceso de coaching ou ainda mentorado é um processo relativamente novo dentro da nossa vida urbana atual, tem ainda muito a estudar sobre a história do mundo.

Mentor e mentorado é um processo bastante antigo na humanidade, de tempos tão remotos que se perdem na história, mas creio que podemos ver com maior intensidade e ênfase na Grécia antiga.

Mentor (Greek: Μέντωρ / Méntōr; gen.: Μέντορος)

Aprendiz do mentor é chamado de mentorado ou ainda de protegido.

Exemplos disso, entre os músicos uma clássica Johann Christian Bach mentorou Wolfgang Amadeus Mozart, no cinema Martin Scorsese mentorou Oliver Stone na universidade de NewYork, ou ainda Obi-wan Kenobi mentorou Anakin Skywalker e seu filho Luke Skywalker, brincadeira, mas no filme é sério. É a função do mentor, conduzir de forma a fazer seu "mentorado", sua propriedade, sua peça, serva, ou que quer que seja, evoluir para algo melhor.

Para quem vê as semelhanças existentes entre Tops e mentores, segue o texto abaixo.

O Modelo de Mentoring

O papel do Mentor é criar relacionamento, fazer perguntas, escutar e extrair a sabedoria do mentorado. O mentor não necessita ser mais velho ou mais inteligente, ou ter conhecimento especializado em qualquer campo. Tem que ser habilidoso para liderar uma conversa de Mentoring. Num processo de Mentoring o mentorado é convidado a refletir sobre sua própria experiência em uma situação, assunto ou problema específico e então levantar informações de fontes diferentes (talvez até incluindo o próprio mentor), a selecionar alternativas e decidir sobre uma ação, planejá-la e implementá-la. A revisão dos resultados dá continuidade ao ciclo de aprendizado. É a habilidade de questionar do mentor que entende e realça o raciocínio do mentorado. O mentorado não se torna dependente do mentor. Ele desenvolve raciocínio crítico e independente. Habilita o mentorado, ao fazê-lo chegar às suas próprias respostas. Ele também assume responsabilidade por suas ações. Tendo explorado as possíveis conseqüências de suas ações, tornam-se menos vulneráveis.

*http://www.meumentor.com.br/oprocesso.htm


Mentor


Qualidades do mentor:

a) íntegro, honesto e tem credibilidade;
b) insiste em padrões elevados;
c) constitui um exemplo a ser seguido;
d) insiste em ver as realizações;
e) tem capacidade de avaliar bem o futuro;
f) mostra-se preocupado com o desempenho alheio.

______
(*) HELLER, Robert. "Como obter o máximo do seu potencial", São Paulo: Publifolha, 2000, p. 56.


sexta-feira, 8 de maio de 2009

meu namorado


Ele vai me possuindo
Não me possuindo
Num canto qualquer
É como as águas fluindo
Fluindo até o fim
É bem assim que ele me quer
Meu namorado
Meu namorado
Minha morada
É onde for morar você

Ele vai me iluminando
Não me iluminando
Um atalho sequer
Sei que ele vai me guiando
Guiando de mansinho
Pro caminho que eu quiser
Meu namorado
Meu namorado
Minha morada é onde for morar você

Vejo meu bem com seus olhos
E é com meus olhos
Que o meu bem me vê

chico buarque

quinta-feira, 7 de maio de 2009

24/7 no Dominna


Caravanas já confirmadas de diversos Estados Brasileiros

Os melhores e maiores Palestrantes das distintas áreas do BDSM Nacional

Evento Imperdível

São Paulo/Brasil

O único Evento no Mundo a ter 24 horas ininterruptas de
BDSM

6º Ano de Comemorações do
Dia Internacional do BDSM


No Clube Dominna

Dia 23 de julho (especial bondage)

Dia 24 de julho (recepção especial para quem vem de fora de SP)

Dias 25 e 26 de julho (24 horas seguidas de BDSM)

Do meio dia de sábado ao meio dia de domingo

Agende seu vôo, reserve seu hotel, chame seus amigos

Esta Festa vai ser a MELHOR Festa SM já feita nestes 6 anos!

Pessoas do Brasil inteiro e do Mundo convidadas para esta deliciosa

combinação de Liturgia, Descontração, Workshops,

Cenas, Palestras, Trocas de Experiência, Debates, Depoimentos,

Entrevistas, Cursos, Shows e muito mais...

Desde já preparando um evento

ÙNICO e IMPERDÍVEL

Onde mais no Mundo se comemora 24 horas seguidas de SM?

Clube Dominna

Onde o normal é ser diferente!




quarta-feira, 6 de maio de 2009

tatuagem




Quero ficar no teu corpo
Feito tatuagem
Que é prá te dar coragem
Prá seguir viagem
Quando a noite vem...

E também prá me perpetuar
Em tua escrava
Que você pega, esfrega
Nega, mas não lava...

Quero brincar no teu corpo
Feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem...

E nos músculos exaustos
Do teu braço
Repousar frouxa, murcha
Farta, morta de cansaço...

Quero pesar feito cruz
Nas tuas costas
Que te retalha em postas
Mas no fundo gostas
Quando a noite vem...

Quero ser a cicatriz
Risonha e corrosiva
Marcada a frio
Ferro e fogo
Em carne viva...

Corações de mãe, arpões
Sereias e serpentes
Que te rabiscam
O corpo todo
Mas não sentes...


chico buarque

terça-feira, 5 de maio de 2009

jardim das delícias

wax feito com parafina comestível do babybel que trouxe pro DONO


Sonhei penhascos
Quando havia o jardim aqui ao lado...

Hilda Hilst



eu Te amo

domingo, 3 de maio de 2009

Play Party




Em BDSM, play party é um acontecimento social em que as pessoas promovem um encontro para prática de cenas envolvendo SM e socializam com outras pessoas de comportamento similar. Os organizadores frequentemente fornecem alguns espaços e muitas vezes uma série de equipamentos, enquanto os participantes normalmente trazem os seus próprios chicotes, canes, equipamentos de restrições, etc. Em geral, há uma área onde se pode comer, beber e socializar, um outro espaço mais adequado para a mudança no vestuário (como fetishwear) e uma área para cenas. Aqui há normalmente Dungeon Masters (DM - ou monitores do dungeon) que monitoram as regras da festa, tendo como base o SSC e/ou RACK.


Algumas plays são abertas, outras, restritas aos membros de um clube BDSM ou a pessoas conhecidas pelos organizadores. Em plays pode haver uma conduta ou regra de vestimentas (dress code), ou restrições à admissão, como apenas casais ou pares têm entrada liberada, ou a não admissão de pessoas desacompanhadas; para outras, pode não haver nenhum tipo de restrição com relação a acompanhantes. Não é indicado levar convidados sem a ciência dos organizadores do evento. Se a play é fechada, ela se restringe às pessoas que foram convidadas pela organização, ou que fazem parte do clube ou confraria. Normalmente, em eventos como estes, somente são convidadas pessoas conhecidas não apenas virtualmente, mas pessoalmente. Esta medida protege o grupo de algum elemento não desejável e ajuda a manter a privacidade do grupo, diferente de uma festa aberta e pública, que qualquer pessoa pode frequentar. Lembre-se, é um evento para adultos, assim, completamente vetada a entrada de menores de idade ao recinto.


A quantidade e tipo de contato sexual permitido varia de parte a parte e de local para local, dependendo da legislação, do envolvimento das pessoas e seu nível de relacionamento e principalmente das regras da Casa e dos organizadores da play. Em algumas plays, sexo pode ser permitido, enquanto em outras a nudez completa pode ser proibida ou seja, a regra primeira é ditada pela organização da play.
O evento

Antes de mais nada, quem vai participar deve ter alguma noção acerca do tipo de festa para a qual foi convidado/a.


Ninguém é “obrigado” a fazer nada que não queira fazer, mas convém ir com um espírito de participante, e não apenas de mero espectador. Nem todas as pessoas, por mais vontade que tenham, podem participar numa festa tão sui generis.


É muito importante que todos se comportem com educação, pois, provavelmente, irá haver grande exposição por parte de alguns, que o fazem porque querem, mas que merecem todo o respeito!


Haverá pessoas que terão cenas muito "sexuais", no entanto, eles as fazem para seu próprio prazer e não para o dos outros (excetuando-se os exibicionistas). Deve-se, por isso, ficar “longe da ação”, a menos que se se seja convidado a participar. Convém esclarecer que um olhar, por exemplo, na direção de alguém, não significa que seja um convite para participar.


As pessoas podem interferir negativamente na energia da festa, por exemplo, fazendo comentários sobre as cenas, que são privadas, mesmo sendo feitas em público. Quem está envolvido na cena estará concentrado no prazer que esta lhe estará proporcionando, e com certeza, num espaço mental muito particular. Não apreciará ser arrastado para outra realidade por qualquer sugestão feita por outros. Interferir numa cena que está em andamento é algo que não merece desculpas. Outras pessoas podem interferir negativamente mesmo só assistindo. Essas pessoas observam as cenas como se estivessem assistindo a um filme pornográfico. Eles não estabelecem empatia, nem senso de conexão com o que está havendo. Estas pessoas, no meu entender, não são bem-vindas!


A "dungeon-mastering" (a intervenção do monitor do dungeon, que é quem controla as cenas) pode, se bem entender, expulsar da festa alguém que interfira desta forma.


A intervenção do monitor do dungeon (Dungeon Master, ou DM) nas cenas é um ponto crucial a ser ressaltado. Esta pessoa deve ser experiente, além de ter pleno conhecimento das práticas executadas, dos riscos envolvidos, inclusive. Por isso, a importância na escolha da mesma, afinal, ela deve conhecer ao menos um pouco de cada participante, para julgar o que seriam consideradas cenas abusivas, que ultrapassem os limites do São, Sadio e Consensual. A palavra do monitor de dungeon é final. (Os dungeon masters, ou monitores de cenas são facilmente identificáveis em plays fora do Brasil, por portarem uma peça de roupa que destoe do grupo (laranja ou vermelho, por exemplo) ou uma faixa no braço.


Os participantes de uma cena pública não renegam uma audiência entusiástica, que sabe dar valor à permissão que teve para assistir. Um público que assiste sem dar e sem se conectar, tira a vida e o espírito da cena. (Um bom público não faz comentários que os participantes possam ouvir; não deve interferir, sem autorização, na performance!).


Pode-se fazer parte da magia, sem estar realmente participando da cena. Tudo o que é necessário é uma interação honesta com o que está acontecendo, combinado à boa educação e ao tato. Conceda aos outros o respeito que você exige para si.


Se alguém quiser participar e houver alguém com quem queira fazê-lo, pode-se convidar, mas deve-se estar preparado para aceitar um "não, obrigado". Se se sentir confortável misturando-se com outras pessoas e tendo conversas curtas, deve-se procurar pelas pessoas que tenham desejos compatíveis.


À partida, todos terão gostos similares. Com frequência, haverá ambientes para “cenas hard jogos pesados” e ambientes para se fazer apenas a parte social; não se deve tentar fazer uma atividade no espaço que é destinado a outra. Antes de iniciar uma cena hard (edge play), peça permissão ao monitor do dungeon.


Numa festa deste gênero o glamour também é importante. Vestir-se de maneira apropriada, mesmo que se não vá participar de nenhuma cena é importante. Quanto mais couro, látex e renda para se olhar e quiçá tocar, melhor!


A etiqueta em plays, sobre o respeito e a expectativa: você encontrará referências numerosas na internet sobre etiqueta em plays e o que é ou não permitido fazer ou dizer. Abaixo estão alguns comentários gerais sobre o que você deve esperar e como mostrar o respeito.
Básicas em Plays

O princípio básico é: seja um adulto responsável. Respeite os participantes durante as cenas, seja sensato com seus brinquedos e com os pertencem a outras pessoas, proteja a si mesmo (e a outros, se necessário), e respeite as superfícies de cenas e todo o equipamento.


A regra preliminar é: não se toca em ninguém sem permissão devidamente concedida. Não suponha que porque alguma outra pessoa anda até alguém e a abraça você pode fazer o mesmo. Eles devem ter algum tipo de relacionamento, você não, provavelmente.

A regra do “não toque” também se aplica não somente à pessoas mas também à brinquedos e acessórios de outros. Muitos ficam satisfeitos por mostrar seus brinquedos, e podem deixar experimentá-los. Simplesmente agarrar um sem pedir não é a maneira correta de interagir.

Não interrompa uma cena. Se você não gostar do que está acontecendo, deixe a área. Se você pensar que o que está ocorrendo é inseguro, consulte um monitor do dungeon. Ele é a pessoa indicada para avaliar e, se necessário, intervir para abrandar a cena ou até mesmo finalizá-la.

Deixe espaço para o Top se movimentar durante uma cena. Se o ambiente estiver aglomerado demais, fique encostado a uma parede distante ou saia da sala. Se o Top pedir que você se mova, mova-se então! Na maioria dos círculos do jogo, se você estiver próximo o bastante para perturbar a cena, o Top estará dentro de seu direito de chamar sua atenção.

Não faça aglomeração nas cenas, mesmo em cenas livres-para-todos. Avise ao Top com antecedência sobre seu interesse em assistir à cena dele, seja pela técnica utilizada, ou mesmo pelos participantes, pois geralmente é muito complicado para os que estão em cena conseguir uma concentração necessária para uma execução devida, com uma multidão em sua volta tentando arrumar espaço.

Seja discreto no modo como as cenas chegam ao espaço social! O comentário que, admirando ou gracejando, você pensa estar sussurrando à pessoa que se senta ao seu lado está sendo frequentemente ouvido pelo bottom ou pelo Top, cujos os sentidos são hiper-ajustados, às vezes, pela cena. Evite comentários ácidos ou até mesmo depreciativos, pois cada um tem seu modo de conduzir uma cena e pode ser diferente do seu modo, então respeite as diferenças.

Guarde seus comentários até após a cena. A cena não termina assim que a ação termina. A maioria dos Tops ficará com seus bottons num período de relaxamento. Este processo de relaxamento é importante e não deve ser interrompido.

Limpe tudo após terminada sua cena. Isto significa mais do que simplesmente remover seus brinquedos da área da cena, uma vez que esta se acabe. Deixe o ambiente utilizado limpo, como estava anteriormente. Normalmente o dungeon oferece todo o material necessário para isso.

Em plays, relaxe, seja você mesmo, seja aberto e amigável; faça perguntas sobre a técnica de BDSM se você necessitar tirar alguma dúvida; escute o que outros têm a dizer. Traga seu senso de humor, mas tudo no momento certo e com a pessoa apropriada. Os novatos que tentam começar conversações com o Top ou o botton durante cenas cometem um dos erros mais comuns e mais perturbantes de etiqueta em plays.

Não mencione qualquer fato ou principalmente nomes de participantes de plays àqueles que não estavam no evento, sem permissão expressa das pessoas que estavam participando. Estes eventos são confidenciais; o que acontece lá não sai de lá.

É sempre bom lembrar, que submissas/os ou bottons não são propriedade da comunidade, assim como é exigido o respeito à coleira e propriedade alheia. Da mesma forma, exige-se respeito no modo que bottons tratam Tops e vice-versa, sempre levando-se em conta as regras básicas de convivência do BDSM.


Protocolo de safeword – O uso da safeword é a sinalização de pedido de assistência para pessoas de fora da cena: o master do dungeon e outros participantes experientes virão em auxílio quando escutarem esta palavra. Não a use em vão ou abuse deste sério pedido de ajuda. Normalmente, os pares já têm uma safeword que adotam em suas cenas privadas. Esta deve ser do conhecimento da assistência em plays. Além dela, existe a safeword da casa, que é difundida juntamente com as regras locais e pode ser utilizada por todos.


Câmeras, Celulares e Afins

Não é permitida espécie alguma de gravação de cenas, bem como fotografar. Caso seja o desejo dos participantes da cena, fica a encargo deles o pedido para que alguém registre a mesma. Mas de qualquer forma, preservar a identidade dos presentes é uma das regras da play, assim, mesmo que seja você a pessoa que irá executar a cena, e que deseja fotografar ou registrar de qualquer forma o momento, informe aos demais presentes que o irá fazer.


Durante as cenas, celulares devem ficar desligados ou, no máximo, no modo vibratório.

Segurança, Prevenção e Higiene

Protocolo de safeword – O uso da safeword é a sinalização de pedido de assistência para pessoas de fora da cena: o master do dungeon e outros participantes experientes virão em auxílio quando escutarem esta palavra. Não a use em vão ou abuse deste sério pedido de ajuda. Normalmente, os pares já têm uma safeword que adotam em suas cenas privadas. Esta deve ser do conhecimento da assistência em plays. Além dela, existe a safeword da casa, que é difundida juntamente com as regras locais e pode ser utilizada por todos.


Informe ao monitor do dungeon se você é gestante, portador de doenças cardíacas, epilepsia ou tem histórico de desmaios.


O uso de camisinhas, filme PVC, luvas de látex e/ou material de assepsia é obrigatório para cenas contendo sexo anal ou vaginal, fisting, rimming e qualquer tipo de blood play, conforme o caso. O mesmo procedimento deve ser observado com toys, sexo oral, e qualquer outra prática que possa expor fluidos corporais. Jamais compartilhar brinquedos sem que uma assepsia completa seja feita. O mais indicado é que cada um leve e utilize seus próprios brinquedos.


É desejável também que materiais básicos de segurança devam estar à disposição para as plays, para o caso de uma play voltada para uma prática de shibari, imobilizações com cordas e/ou similares, deve o Dungeon Master ter sempre à mão equipamentos de corte, como tesouras ou facas especiais destinadas à segurança. Além das mesmas, certamente, a pessoa que propôs a cena as deve ter em mãos. Se quer fazer uma cena com um certo clima de suspense ou surpresa, sem problemas, mas que esta não seja uma surpresa ao Dungeon Master, é necessário preparação. Acidentes ou incidentes são também chamados de imprevistos justamente pelo simples motivo de serem aleatórios e ocorrerem ao acaso, assim, seja precavido. Proteja a si mesmo e aos outros.
Comidas, Bebidas e Drogas

Primeiramente é válido ressaltar que não é elegante, tão pouco segura, a entrada de alimentos na área de cenas. Mesmo porque é um momento de ver, de aprender, compartilhar e não um evento de simples diversão, como um cinema, ou pior, um circo. A atenção deve estar voltada para a cena, se ela não está agradando por um motivo ou outro, deixe o local discretamente. Existe uma área própria para alimentação.



O uso de bebidas alcoólicas ou qualquer outra substância que possa vir a alterar a percepção também não é recomendado, se está fazendo uso de algum medicamento que possa alterar a sua percepção, evite ir para cenas. O uso de bebidas alcoólicas evidentemente altera a percepção, não importando o posicionamento, se Top ou bottom, o risco é bastante grande. Para o Top, o maior risco é perder a percepção e acabar por exceder em algum momento e por outro lado, no caso de bottons, o risco da perda da percepção pode levar a pessoa a não estar atenta a sensações ou ainda alterar os limites levando a acreditar que pode suportar mais do que realmente consegue, causando um risco grave à situação.


Para o caso de pessoas que se encontram em São Paulo, existe uma legislação especial anti-tabagista. Antes de mais nada, sou fumante, entendo a dificuldade de atender à esta regra, mas não se fuma em dungeons, em hipótese alguma. Quanto a outros pontos do espaço definido para a play, deve-se verificar sempre com o anfitrião se existe algum espaço reservado para fumantes, apesar de que a promulgada Lei é bastante severa para com o assunto.


Com a lei, fica proibido fumar em espaços coletivos, públicos ou privados, "total ou parcialmente fechados em qualquer dos lados", exceto em residências, estabelecimentos que comprovem ser exclusivamente destinados ao fumo, como tabacarias, e em locais de culto religioso em que o fumo integre o ritual.


Não crie complicações para o proprietário do espaço ou para os demais participantes. Se foi convidado para uma play, é porque é querido pelos anfitriões e aceito pelo grupo.

No mais, apesar de tantas regras e moderações é uma play party. Garanto que 90% das regras aqui descritas e aceitas por 99% das comunidades mundiais já estejam inseridas nas pessoas participantes deste maravilhoso mundo BDSM.


Divirta-se.

♠Lestat D'Ladonia




FONTES:


Play Party - LadyMe (COM ADAPTAÇÕES)

http://www.dominiumonline.com/forum/viewtopic.php?t=1633

Play Party (BDSM)

http://en.wikipedia.org/wiki/Play_party_(BDSM)

Regras de Parties

http://www.sfcitadel.org/Rules/Rules.html

banksy

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